sexta-feira, 30 de agosto de 2013
Gratidão aos Missionários de Florianópolis - SC
A Obra Social Madre Regina agradece de♡ CORAÇÃO♡ a todos os Missionários de Florianópolis – Santa Catarina, que com muito amor nos doaram bastante material educativo (caderno, lápis, borracha, lápis de cor entre outros) como também itens para o Sport e brincadeiras.
Obrigada de Coração e saibam que vocês estão contribuindo na formação de pessoas cidadãs.
GRATIDÃO também aos que com um Coração generoso apadrinharam (padrinhos) crianças e adolescentes, contribuindo assim na sustentação da Obra Social.
Obrigada mais uma vez pela ajuda de solidariedade e apoio.
sexta-feira, 9 de agosto de 2013
sábado, 13 de julho de 2013
O São João das Crianças / Adolescentes e suas Famílias.
A Obra Social Madre Regina desenvolve suas atividades tendo como um dos objetivos a integração da família e comunidade com ações que promovem a fortalecimento dos vínculos afetivos, familiares e comunitários.
Entre as atividades destacamos neste mês de Junho a FESTA JUNINA COM A FAMÍLIA que contou com a participação de mais de 80 beneficiários diretos (crianças / adolescentes) e seus familiares.
Foi um momento forte de fortalecimento de vínculos onde pai, mãe, avó, irmãos e filhos puderam compartilhar momentos de alegria.
É grande a importância da família para a construção de uma sociedade estruturada, saudável e equilibrada.
Precisamos não somente pregar o evangelho, mais do que isto, precisamos viver o evangelho. Evangelho que não traz transformação e mudanças de atitudes não é autentico.
Família é um projeto de Deus. Ele foi o seu criador. E nós temos a obrigação de cooperar com Ele na sua preservação.
Os filhos carentes de afeto – portadores desse vazio causado pela falta do amor afetivo dos pais – procurarão preenchê-lo de alguma forma. E quase sempre procuram preencher com aquilo que não satisfaz, que não plenifica. Muitos se tornam filhos revoltados, desobedientes. Os pais devem dar afeto aos filhos, não apenas quando são pequenos. De formas diferentes, por certo, mas devem comunicar seu amor afetivo por toda a vida dos filhos. O alimento mais importante para os filhos, desde a concepção até a vida adulta, é o amor afetivo comunicado abundantemente.
quarta-feira, 26 de junho de 2013
12 de Junho foi o Dia Mundial Contra o Trabalho Infantil.
Neste dia foi feito aqui na cidade de Barra – Bahia, uma mobilização em apoio à campanha “CARTÃO VERMELHO CONTRA O TRABALHO INFANTIL”.
A campanha se realizou por meio de pequenas palestras, coreografias, musicas, teatros e outros, realizados pelas crianças e adolescentes de algumas escolas do município e projetos sociais. As nossas crianças e adolescentes e seus familiares também marcaram presença e fizeram muito bonito na praça do Coreto. Foi uma tarde marcante para os pais, crianças e adolescentes da Obra Social Madre Regina – Projeto CRESCER e VIVER. Mas estamos conscientes de que a nossa luta por melhores condições para as nossas crianças tem que ser todos os dias. 12 de Junho foi o Dia Mundial Contra o Trabalho Infantil. Neste dia foi feito aqui na cidade de Barra – Bahia, uma mobilização em apoio à campanha “CARTÃO VERMELHO CONTRA O TRABALHO INFANTIL”. A campanha se realizou por meio de pequenas palestras, coreografias, musicas, teatros e outros, feitos pelas crianças e adolescentes de algumas escolas do município e projetos sociais. As nossas crianças e adolescentes e seus familiares também marcaram presença e fizeram muito bonito na praça do Coreto. Foi uma tarde marcante para os pais, crianças e adolescentes da Obra Social Madre Regina – Projeto CRESCER e VIVER. Mas estamos conscientes de que a nossa luta por melhores condições para as nossas crianças tem que ser todos os dias.
A campanha se realizou por meio de pequenas palestras, coreografias, musicas, teatros e outros, realizados pelas crianças e adolescentes de algumas escolas do município e projetos sociais. As nossas crianças e adolescentes e seus familiares também marcaram presença e fizeram muito bonito na praça do Coreto. Foi uma tarde marcante para os pais, crianças e adolescentes da Obra Social Madre Regina – Projeto CRESCER e VIVER. Mas estamos conscientes de que a nossa luta por melhores condições para as nossas crianças tem que ser todos os dias. 12 de Junho foi o Dia Mundial Contra o Trabalho Infantil. Neste dia foi feito aqui na cidade de Barra – Bahia, uma mobilização em apoio à campanha “CARTÃO VERMELHO CONTRA O TRABALHO INFANTIL”. A campanha se realizou por meio de pequenas palestras, coreografias, musicas, teatros e outros, feitos pelas crianças e adolescentes de algumas escolas do município e projetos sociais. As nossas crianças e adolescentes e seus familiares também marcaram presença e fizeram muito bonito na praça do Coreto. Foi uma tarde marcante para os pais, crianças e adolescentes da Obra Social Madre Regina – Projeto CRESCER e VIVER. Mas estamos conscientes de que a nossa luta por melhores condições para as nossas crianças tem que ser todos os dias.
sexta-feira, 21 de junho de 2013
A Drª Dayne Lessa Silva, Realiza Trabalho Educativo na Obra Social Madre Regina.
Houve palestra, demonstração de técnica de higiene bucal e sorteio de kits odontológicos contendo escova, creme dental e flúor.
A Obra Social atua no bairro Sagrada Família desde julho de 2007. Nosso trabalho educativo e desenvolvido com muito empenho e doação de cada Irmã de Santa Catarina e os educadores voluntários que com muito amor e dedicação nos ajudam nesta missão.As atividades sempre acontecem em horário oposto ao turno escolar. Hoje contamos com 115 crianças em dois turnos.
quarta-feira, 19 de junho de 2013
História da Obra Social Madre Regina
A comunidade do Bom Jesus - situada a Rua Marechal Deodoro da Fonseca, 410 – Barra Bahia, ao longo dos 442 anos de história da Congregação das Irmãs de Santa Catarina, VM. assume a missão de traduzir para os dias de hoje o Carisma e a Espiritualidade da Fundadora Bem Aventurada Regina Protmann. Continuamos atuando na Saúde, Educação, inserção pastoral e Assistência Social. Como filhas de Madre Regina procuramos traduzir seu carisma numa contínua resposta aos apelos de Deus. Comprometidas com o acolhimento de crianças, adolescentes, adultos e idosos contribuímos para o exercício da cidadania, aprimorando o desenvolvimento das comunidade onde atuamos de maneira participativa e inclusiva, por meio dos serviços que visam à convivência e o fortalecimento de vínculos bem como a defesa e a garantia do direito a uma vida digna, humana e cristã. Com o olhar atento a realidade social da comunidade Sagrada Família, percebemos a necessidade de prestar serviços através de um projeto social – Intitulado de: Obra Social Madre Regina. O fogo da caridade cristã ardia no coração de Regina, a mãe dos pobres, levando ajuda e formação aos mais necessitados.
Para concretizar este ideal de vida, foi necessário traçar alguns objetivos e metas. Num primeiro passo, chegou-se ao discernimento de que o projeto atenderia crianças com a idade de 08 a 11 anos. Para isto, começou-se as visitas as famílias dos bairros mais carentes da cidade. Entre os bairros visitados estavam: Santa Clara, Manga, São Francisco e Sagrada Família. Após as visitas, avaliou-se o trabalho realizado e concluiu-se que o bairro Sagrada Família era o local ideal para empreender os serviços social levando vida, formação humano-cristã. Detectado o local o sonho continuou de no futuro ampliar o atendimento às crianças dos demais bairros citados. O projeto recebeu o nome de “UNIR PARA CRESCER” no ano de 2007, período em que a comunidade das Irmãs do Bom Jesus era formada pelas Irmãs Irene Kunzler coordenadora local, Ir.Joanire de Souza Pinto, Ir.Veralúcia de Souza e Silva - junioristas. As Irmãs receberam o apoio e incentivo da coordenadora provincial Ir. Bernadete Willrich.
No dia 18 de junho foi registrado em ata à implantação do projeto Unir para Crescer e suas atividades dia 20 de julho do corrente ano. Sob a coordenação de a Ir. Joanire de Souza Pinto. A mesma o coordenou com muita dinamicidade por dois anos - 2007 a 2008, sendo que em 2008 Ir. Osana Bin integrou este projeto dando apoio nas atividades já existentes. O atendimento as crianças ocorreu duas vezes por semana a um grupo formado de 30 crianças. Em 2009 o projeto seguiu sob a coordenação de a Ir. Osana Bin com a colaboração de D. Zenaide Sodré; 2010 Ir. Anita Lúcia Bottger e na metade do ano Ir. Eronilda da Cruz Nascimento integrou esta missão. Em 2011 a comunidade do Bom Jesus ficou formada pelas Irmãs Valquíria Vieira da Silveira, Ir. Marilene Vieira dos Santos e Ir. Eronilda da Cruz Nascimento, que deram continuidade a missão do projeto, sendo que Ir. Marilene ficou responsável para coordenar.
Os resultados e as conquistas feitas pelas crianças e adolescentes, foram positivos. Mas havia a necessidade de encontrar um espaço que oferecesse um ambiente mais adequado, para as atividades e necessidades física e biológica das crianças e adolescentes.
Durante esses anos, o projeto foi caminhando aos poucos ampliando o atendimento até aonde o espaço físico permitiu.
Os alicerces deste trabalho foram desenvolvidos no espaço da Igrejinha em honra a São José. Um espaço simples, pequeno, de uma sala única.
Na medida em que o projeto foi crescendo, o espaço já não oferecia as condições necessárias para o atendimento das crianças e adolescentes. Bem como de suas famílias em datas comemorativas e encontros periódicos de formação e avaliação. Um espaço de motivação para a realização das atividades, para a interação e o desenvolvimento humano social.
Devido a tudo isso, entre 2009 a 2010 houve um tempo de questionamento: Vamos manter o projeto assim como ele está ou vamos fechar? Dois mil e dez (2010) era ano capitular. E mais uma vez o Espírito nos interpelou a um novo discernimento, envolvendo muitas irmãs na reflexão. Reflexão que aconteceu em dois momentos: Em assembleia na área missionária das Irmãs na Bahia e no capítulo eletivo da nova provincial, em novo Hamburgo – RS.
Foram muitos os sinais da presença de Deus e da Madre Regina. Sinais por meio das pessoas que foram colaborando através de doações, a perseverança constante das crianças nos desafiando ao novo nesta paróquia, a celebração e retomada da história dos 25 anos de atuação da Congregação no sertão baiano.
Um fato: Um dia choveu muito e quando isso acontecia, as atividades do projeto ficavam suspenso devido o alagamento no local. E um desses dias, quando a chuva passou, ouvimos chamar no portão da nossa casa e quando fomos atender, para a nossa surpresa, era as crianças e adolescentes do projeto.
Em visita da Madre geral Ir. Vera Lóss, que viu e motivou a buscar solução: ou fechar ou melhorar para um trabalho mais digno. A reflexão no capitulo provincial deixou claro que o carisma de Madre Regina se expressa visivelmente nesta atividade e viu como positivo continuar.
A seguir a Madre provincial Ir. Armela Rhoden e seu conselho decidiram continuar o projeto e buscar melhorias para o mesmo.
Logo mais a graça de Deus se fez sentir, a província de Petrópolis RJ enviou um valor bem alto para podermos comprar dois terrenos com uma casa. Também a Madre Geral Ir. Vera Lóss enviou um valor para reforma da casa das Irmãs e uma outra parte para o projeto, igualmente a Ir. Terezinha Hoffman ao falecer deixou um valor como ajuda aos pobres, que foi aplicado nesta obra. Ainda não bem concluído, as Irmãs da comunidade de Luiz Eduardo Magalhães passaram o valor para o calçamento da frente. Desde de fevereiro de 2011 esta a frente da Obra como responsável a Ir. Marilene Vieira dos Santos que se empenhou para que a reforma acontecesse devidamente, sendo auxiliada pela Ir. Jozilda Miranda dos Santos.
Por meio da caridade das Irmãs do generalato, da província de Petrópolis, e da nossa provincial Ir. Armela Rhoden, temos hoje este espaço, que ainda precisa de ser mobiliado.
Mas contamos com a ajuda das autoridades da sociedade de Barra, neste trabalho social. Além da mobília deste imóvel, precisamos também de alimento, material e outros.
Varias mudanças ocorreram dentre elas o nome do projeto. Inicialmente intitulado Unir para Crescer e hoje Obra Social Madre Regina e dentro desta obra o projeto Crescer e Viver.
O espaço da igrejinha de São José faz parte desta história. Naquele espaço simples e pequeno, nos lembra a vida de Jesus e Madre Regina. Até pouco tempo atrás o projeto era também conhecido pelo povo do bairro, como o projeto da igrejinha.
Hoje, 03 de março de 2013 temos esta grande alegria de inaugurar e ser abençoado por nosso Bispo Dom Luiz Fláio Cappio e Pe. Antonio Pereira esta Obra Social Madre Regina.
Que tudo seja COMO DEUS QUER
sábado, 16 de fevereiro de 2013
ALÉM DOS HORIZONTES
Uma nuvem não sabe por que se move em tal direção e em tal velocidade. Sente apenas um impulso que a conduz para esta ou aquela direção. Mas o céu sabe os motivos e os desenhos por trás de todas as nuvens, e você também saberá, quando se erguer o suficiente para ver além dos horizontes."
sábado, 15 de dezembro de 2012
Os novos espaços de atuação do educador
Uma das reclamações generalizadas de escolas e universidades é de que os alunos não aguentam mais forma de dar aula. Os alunos reclamam do tédio de ficar ouvindo um professor falando na frente por horas, da rigidez dos horários, da distância entre o conteúdo das aulas e a vida.
Colocamos tecnologias na universidade e nas escolas, mas, em geral, para continuar fazendo o de sempre – o professor falando e o aluno ouvindo – com um verniz de modernidade. As tecnologias são utilizadas mais para ilustrar o conteúdo do professor do que para criar novos desafios didáticos.
O cinema, o rádio, a televisão trouxeram desafios, novos conteúdos, histórias, linguagens. Esperavam-se muitas mudanças na educação, mas as mídias sempre foram incorporadas marginalmente. A aula continuou predominantemente oral e escrita, com pitadas de audiovisual, como ilustração. Alguns professores utilizavam vídeos, filmes, em geral como ilustração do conteúdo, como complemento. Eles não modificavam substancialmente o ensinar e o aprender, dava um verniz de novidade, de mudança, mas era mais na embalagem.
O computador trouxe uma série de novidades, de fazer mais rápido, mais fácil. Mas durante anos continuo sendo utilizado mais como uma ferramenta de apoio ao professor e ao aluno. As atividades principais ainda estavam focadas na fala do professor e na relação com os textos escritos.
Hoje, com a Internet e a fantástica evolução tecnológica, podemos aprender de muitas formas, em lugares diferentes, de formas diferentes. A sociedade como um todo é um espaço privilegiado de aprendizagem. Mas ainda é a escola a organizadora e certificadora principal do processo de ensino-aprendizagem.
Ensinar e aprender estão sendo desafiados como nunca antes. Há informações demais, múltiplas fontes, visões diferentes de mundo. Educar hoje é mais complexo porque a sociedade também é mais complexa e também o são as competências necessárias. As tecnologias começam a estar um pouco mais ao alcance do estudante e do professor. Precisamos repensar todo o processo, reaprender a ensinar, a estar com os alunos, a orientar atividades, a definir o que vale a pena fazer para aprender, juntos ou separados.
Com a Internet e outras tecnologias surgem novas possibilidades de organização das aulas dentro e fora da Universidade. Podemos ter uma parte das aulas de forma virtual ou freqüentar cursos a distância. Como uma universidade e seus professores podem se organizar para estas mudanças inevitáveis, da forma mais adequada, equilibrada e coerente? Por onde começar e continuar?
domingo, 23 de setembro de 2012
A Religião sob Ponto de Vista da Sociologia
A Religião sob Ponto de Vista da Sociologia
Durkheim comenta: Diz que a ciência, em principio, nega a
religião. Mas a religião existe. Constitui-se num sistema de fatos dados. Em
suma: ela é uma realidade. Como poderia a ciência negar tal realidade?
“Não existe religião alguma que seja falsa”. A religião é uma
instituição, e nenhuma instituição pode ser edificada sobre o erro ou uma
mentira. “Se ela não estivesse alicerçada na própria natureza das coisas, teria
encontrado, nos fatos, uma resistência sobre o qual não poderia ter triunfado.”
Que ocorre quando a secularização avança, o utilitarismo se
impõe e o sagrado se dissolve? Roubados daquele centro sagrado que exigia a
reverencia dos indivíduos para com as normas da vida social, as pessoas perdem
seus pontos de referencia. Sobrevém a anomia.
E a sociedade se estilhaça sob a crescente pressão das forças
centrifugas do individualismo. Se é possível quebrar as normas, tirar proveito
e escapar ileso, que argumento utilitário pose ser invocado para evitar o
crime?
O sagrado é o centro do mundo, a origem da ordem à fonte das
normas, a garantia da harmonia. Assim, quando Durkheim explorava a religião, ele
estava investigando as próprias condições para a sobrevivência da vida social.
E é isso o que afirma sua mais revolucionaria conclusão acerca da essência da
religião.
Segundo Rubem Alves a essência da religião não é a idéia, mas
a força. “O fiel que encontrou em comunhão com seu Deus não é meramente um
homem que vê novas verdades que o descrente ignora. Ele se tornou mais forte.
Ele sente, dentro de si, mais força, seja para suportar os sofrimentos da
existência, seja para vencê-los”. O sagrado não é um circulo de saber, mas um
circulo de poder.
Durkheim percebe que a consciência do sagrado só aparece em
virtude da capacidade humana para imaginar, para pensar um mundo ideal: coisa
que não vemos nos animais, que permanecem sempre mergulhados nos fatos.
Os homens, ao contrario, contemplam os fatos e os revestem
com uma aura sagrada que em nenhum lugar se apresenta como dado bruto, surgindo
apenas de sua capacidade para conceber o ideal e de acrescentar algo real. Na
verdade, o ideal e o sagrado são as mesmas coisa.
E chegou mesmo a afirmar que “existe algo de eterno na
religião que está destinado a sobreviver a todos os símbolos particulares nos
quais o pensamento religioso sucessivamente se envolveu. Não pode existir uma
sociedade que não sinta a necessidade de manter e reafirmar, a intervalos, os
sentimentos coletivos e idéias coletivas que constituem sua unidade e
personalidade”.
A religião pode se transformar. Mas nunca desaparecerá.
Marx vê na
religião a expressão maior da alienação, porque a religião fala do outro mundo
e do céu como a situação reconciliada, da pura felicidade, sem conflitos e
contradições. Para Marx importa descobrir este mundo, conflititivo, miserável e
não celestial. Enquanto a religião ocupa a mente do proletariado com o discurso
do outro mundo, o impede de descobrir este mundo e de lutar para transformá-lo
e ai sim, poder falar-se eventualmente num céu. A religião apresenta uma teoria
fantástica do mundo; importa construir a teoria real do mundo real. Daí o
combate de Marx a religião. Marx procurou compreender a função concreta da
religião: ela é, em primeiro lugar, expressão da miséria (“suspiro da criatura
em agonia”). Em segundo lugar, a religião é também um protesto contra a
miséria.
Para Marx
a critica da religião ajuda a desenvolver no proletário a consciência critica e
faze-lo descobrir a realidade conflitiva sem ilusão e sem inversão de
espiritualista, apresentados pela religião. Em lugar de interpretação religiosa
da miséria deve ir a interpretação critica e cientifica. Este é o propósito de
Marx.
Marx não
se opõe, sem mais a religião, opões-se ao efeito social alienador que a
religião pode propagar.
Diz que se
deve salvaguardar a liberdade de consciência de cada um, mas ao mesmo tempo,
lutar para que a religião não distorça a compreensão da miséria e não projete
para o outro mundo a solução de problemas cuja solução deve ser encontrado aqui
mediante a consciência critica a organização do proletariado e a luta
revolucionaria (Revista de cultura vozes nº. 6, 1987, p. 694).
Segundo Freud, a religião
nasce fundamentalmente de uma recusa, por parte da consciência, em aceitar a
“realidade”. È um ato de rebelião pelo qual o principio do prazer nega a
realidade instaurada o status de realidade, substituindo-a por um mundo
imaginário que realmente represente os impulsos eróticos reprimidos pela
civilização, mundo este que passa a funcionar, para a consciência, como
realidade. Tal atitude da consciência – Freud denominou neurose – e as
construções que dela emergem, são, segundo o pai da psicanálise,
fundamentalmente disfuncionais frente à sociedade. Por isto, elas devem ser
reprimidas ou pela força ou voluntariamente.
Feuerbach afirma: “A religião é o solene desvelar dos
tesouros ocultos do homem, a revelação dos seus pensamentos mais íntimos, a
confissão publica dos seus segredos de amor”.
E ele continua: “Como forem os pensamentos e as disposições
do homem, exatamente isso e não mais será o valor do seu Deus. Consciência de
Deus é autoconsciência, conhecimento de Deus é autoconhecimento”.
Assim, se a psicanálise dizia “conta-me teus sonhos e
decifrarei o teu segredo”, Feuerbach acrescenta “conta-me acerca do teu Deus e
eu te direi quem és”. Deus é a mais alta subjetividade do homem... Este é o
mistério da religião: O homem projeta seu ser na objetividade e então se
transforma a si mesmo num objeto perante
essa imagem, assim convertida em sujeito”.
É o homem quem fala, das profundezas do seu ser, numa
linguagem que nem ele mesmo entende. A despeito disso, fala sempre a verdade,
porque diz dos seus segredos de amor e anunciar o mundo que poderia fazê-lo
feliz.
A religião é um sonho. Mas sonhos não nos encontramos nem
vazio como pensava o empirismo, nem nos céus, como afirmavam os teólogos, “mas
na terra, no reino da realidade. O que ocorre é que nos sonhos vemos as coisas
reais no esplendor mágico da imaginação e do capricho, em vez da simples luz
diurna da realidade e da necessidade”.
O mundo sagrado não é uma realidade do lado de lá, mas a
transformação daquilo que existe do lado da cá.
Leonardo Boff argumenta que a religiosidade pode ter valor de
ação social e política potencializando ainda mais a força da mobilização
libertária. É na religião que se articulam os grandes temas que movem à
consciência e as buscas humanas radicais. A religião expressa uma experiência
irredutível que transcende o homem.
A religião ensina aquilo que mais falta ao projeto da
tecno-ciência que opera o desenvolvimento-crescimento de nossas sociedades: o
respeito pela alteridade, o reconhecimento de que as coisas valem por si mesmas
e não apenas porque nos são úteis, pois elas representam uma revelação do
Criador e têm direito de continuar a existir, pois não fomos nós que lhe demos
existência. Alimentar a solidariedade generacional.
Weber concentrou a sua atenção nas religiões ditas mundiais,
aquelas que atraíram um grande número de crentes e que afetaram, em grande
medida, o curso global da história. Teve em atenção à relação entre a religião
e as mudanças sociais, acreditava que os movimentos inspirados na religião
podiam produzir grandes transformações sociais, dando o exemplo do
Protestantismo.
Para Weber, as concepções religiosas eram cruciais e
originárias das sociedades humanas, pois o homem, como tal, sempre esteve à
procura de sentido e de significado para a sua existência; não simplesmente de
ajustamento emocional, mas de segurança cognitiva ao enfrentar problemas de
sofrimento e morte (Ó Dea, 1969). Procura-se na religião signos de
transcendência e de esperança. Assim, Weber estava preocupado em destacar a
integração racional dos sistemas religiosos mundiais e não apenas o calvinista
(objeto especial dos seus estudos), como resposta aos problemas básicos da
condição humana: “contingência, impotência e escassez”. Weber mostra que as
religiões, ao criar respostas a tais problemas – respostas que se tornam parte
da cultura estabelecida e das estruturas institucionais de uma sociedade –,
influem de maneira mais íntima nas atitudes práticas dos homens com relação às
várias atividades da vida diária (Ó Dea, 1969). Com isto, Weber considerava
que, ao problema humano do sentido e significação existencial, a religião, de
maneira eficaz, oferecia uma resposta final. Por conseguinte, como já
afirmamos, ela torna-se, pela forma institucional que assume um fator causal na
determinação da ação. No caso específico do protestantismo, a sua força é vista
como indispensável (mas não a única) para o surgimento do fenômeno da
modernidade ocidental, com seus valores inerentes de individualismo, liberdade,
democracia, progresso, entre outros. Portanto, segundo a teoria de Weber,
religião é uma das fontes causadoras de mudanças sociais. Para ele, o processo
de racionalização religiosa ou de “desencantamento do mundo” culminou no
calvinismo do século XVII e em muitos outros movimentos, chamados por ele de
“seitas”. Desse momento em diante, procurou-se assegurar a salvação (temporal e
eterna) não por meio de ritos, ou por uma fuga mística do mundo ou por uma
ascética transcendente, mas acreditando-se no mundo pelo trabalho, pela profissão,
pela inserção (Fonte http://www.educomvida.com.br). Analistas como S.
Huntington, cientistas como E. Wilson e pensadores como Hans Küng têm
enfatizado ultimamente a importância política das religiões como formadoras da
cosmovisão mais generalizada entre os povos, como fundamento da ética das
culturas e como uma das forças maiores que mobilizam as pessoas até o ponto de
entregarem suas vidas por suas convicções. As religiões conhecem hoje no mundo
inteiro um grande rejuvenescimento. O cansaço da racionalidade e da
funcionalidade do mundo moderno abriu espaço para a volta do místico, do
religioso e do esotérico. Estes se movem nos parâmetros da razão sensível e
simbólica e menos na racionalidade analítica. Dado o processo avassalador da
globalização que tende a nivelar as diferenças culturais, as religiões se
transformaram em lugares privilegiados de resistência. Quanto mais às culturas
se sentem ameaçadas mais encontram na religião uma força de preservação dos
símbolos e valores que lhes dão identidade. Essa pressão faz com que surja o
fundamentalismo que não é uma doutrina, mas uma forma de interpretar a
doutrina, como a única verdadeira, negando às outras verdades e por isso
legitimidade. Esse fundamentalismo pode se transformar em terrorismo quando se
passa a atacar e a eliminar os opositores. A motivação é política e sua
sustentação ideológica é a religiosa[1]
[1] Rubem Alves – O que é religião? http://www.educomvida.com.br/entrevistas/leonardo-boff-a-religiao-deve-conscientizar-e-nao-amedrontar-ao-
transformar-danos-ambientais-empecado/
sexta-feira, 6 de julho de 2012
Sobre o suicídio
KARL MARX
Sobre o suicídio
Ed. Boitempo
Pequena síntese do livro e algumas perguntas para refletir
A sociedade moderna escreve Marx citando Peuchet, que por
sua vez cita Jean-Jacques Rousseau, é um deserto, habitado por bestas
selvagens.
Cada indivíduo está isolado dos demais, é um entre milhões,
numa espécie de solidão em massa. As pessoas agem entre si como estranhas, numa
relação de hostilidade mútua. Nessa sociedade de luta e competição impiedosas,
de guerra de todos contra todos, somente resta ao indivíduo é ser vítima ou
carrasco. Eis, portanto, o contexto social que explica o desespero e o
suicídio.
Segundo Marx sem uma transformação radical da estrutura
social e econômica sem a qual a sociedade não pode ser suprimida.
A natureza desumana da sociedade capitalista fere os
indivíduos das mais diversas origens sociais. O suicídio não é de modo algum,
antinatural, pois diariamente somos suas testemunhas. O que é contra a natureza
não acontece. Ao contrário, está na natureza de nossa sociedade gerar muitos
suicídios, ao passo que os tártaros não se suicidam.
Não se pode pretender medir a sensibilidade dos homens
usando-se uma única e mesma medida, não se pode concluir pela igualdade das
sensações, tampouco pela igualdade dos caracteres e dos temperamentos; o mesmo
acontecimento provoca um sentimento imperceptível em alguns e uma dor violenta
em outros. A felicidade e a infelicidade tem tantas maneiras de ser e de se
manifestar quantas são as diferenças entre indivíduos e os espíritos.
O que é contra a natureza não acontece. Ao contrário está na
natureza de nossa sociedade gerar muitos suicídios. O que dizer da indignidade
de um estigma lançado a pessoas que não estão mais aqui para advogar suas
causas?
Se o suicídio culpa alguém, é antes de tudo as pessoas que
ficam, nem sequer um indivíduo foi merecedor de que se permanecesse vivo por
ele.
Algumas Perguntas pra Refletir
1. O que gera o suicídio nos nossos tempos atuais?
2. O que dizer da indignidade de um estigma lançado a pessoas que não estão mais aqui para advogar suas causas? Isto é, as pessoas que por algum motivo se suicidaram?
3. Será que sociedade ainda hoje continua sendo como disse Rousseau uma selva habitada por feras selvagens?
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