sábado, 16 de fevereiro de 2013

ALÉM DOS HORIZONTES

Uma nuvem não sabe por que se move em tal direção e em tal velocidade. Sente apenas um impulso que a conduz para esta ou aquela direção. Mas o céu sabe os motivos e os desenhos por trás de todas as nuvens, e você também saberá, quando se erguer o suficiente para ver além dos horizontes."

sábado, 15 de dezembro de 2012

Os novos espaços de atuação do educador

Uma das reclamações generalizadas de escolas e universidades é de que os alunos não aguentam mais forma de dar aula. Os alunos reclamam do tédio de ficar ouvindo um professor falando na frente por horas, da rigidez dos horários, da distância entre o conteúdo das aulas e a vida. Colocamos tecnologias na universidade e nas escolas, mas, em geral, para continuar fazendo o de sempre – o professor falando e o aluno ouvindo – com um verniz de modernidade. As tecnologias são utilizadas mais para ilustrar o conteúdo do professor do que para criar novos desafios didáticos. O cinema, o rádio, a televisão trouxeram desafios, novos conteúdos, histórias, linguagens. Esperavam-se muitas mudanças na educação, mas as mídias sempre foram incorporadas marginalmente. A aula continuou predominantemente oral e escrita, com pitadas de audiovisual, como ilustração. Alguns professores utilizavam vídeos, filmes, em geral como ilustração do conteúdo, como complemento. Eles não modificavam substancialmente o ensinar e o aprender, dava um verniz de novidade, de mudança, mas era mais na embalagem. O computador trouxe uma série de novidades, de fazer mais rápido, mais fácil. Mas durante anos continuo sendo utilizado mais como uma ferramenta de apoio ao professor e ao aluno. As atividades principais ainda estavam focadas na fala do professor e na relação com os textos escritos. Hoje, com a Internet e a fantástica evolução tecnológica, podemos aprender de muitas formas, em lugares diferentes, de formas diferentes. A sociedade como um todo é um espaço privilegiado de aprendizagem. Mas ainda é a escola a organizadora e certificadora principal do processo de ensino-aprendizagem. Ensinar e aprender estão sendo desafiados como nunca antes. Há informações demais, múltiplas fontes, visões diferentes de mundo. Educar hoje é mais complexo porque a sociedade também é mais complexa e também o são as competências necessárias. As tecnologias começam a estar um pouco mais ao alcance do estudante e do professor. Precisamos repensar todo o processo, reaprender a ensinar, a estar com os alunos, a orientar atividades, a definir o que vale a pena fazer para aprender, juntos ou separados. Com a Internet e outras tecnologias surgem novas possibilidades de organização das aulas dentro e fora da Universidade. Podemos ter uma parte das aulas de forma virtual ou freqüentar cursos a distância. Como uma universidade e seus professores podem se organizar para estas mudanças inevitáveis, da forma mais adequada, equilibrada e coerente? Por onde começar e continuar?

domingo, 23 de setembro de 2012

A Religião sob Ponto de Vista da Sociologia


A Religião sob Ponto de Vista da Sociologia 



Durkheim comenta: Diz que a ciência, em principio, nega a religião. Mas a religião existe. Constitui-se num sistema de fatos dados. Em suma: ela é uma realidade. Como poderia a ciência negar tal realidade?
“Não existe religião alguma que seja falsa”. A religião é uma instituição, e nenhuma instituição pode ser edificada sobre o erro ou uma mentira. “Se ela não estivesse alicerçada na própria natureza das coisas, teria encontrado, nos fatos, uma resistência sobre o qual não poderia ter triunfado.”
Que ocorre quando a secularização avança, o utilitarismo se impõe e o sagrado se dissolve? Roubados daquele centro sagrado que exigia a reverencia dos indivíduos para com as normas da vida social, as pessoas perdem seus pontos de referencia. Sobrevém a anomia.
E a sociedade se estilhaça sob a crescente pressão das forças centrifugas do individualismo. Se é possível quebrar as normas, tirar proveito e escapar ileso, que argumento utilitário pose ser invocado para evitar o crime?
O sagrado é o centro do mundo, a origem da ordem à fonte das normas, a garantia da harmonia. Assim, quando Durkheim explorava a religião, ele estava investigando as próprias condições para a sobrevivência da vida social. E é isso o que afirma sua mais revolucionaria conclusão acerca da essência da religião.
Segundo Rubem Alves a essência da religião não é a idéia, mas a força. “O fiel que encontrou em comunhão com seu Deus não é meramente um homem que vê novas verdades que o descrente ignora. Ele se tornou mais forte. Ele sente, dentro de si, mais força, seja para suportar os sofrimentos da existência, seja para vencê-los”. O sagrado não é um circulo de saber, mas um circulo de poder.
Durkheim percebe que a consciência do sagrado só aparece em virtude da capacidade humana para imaginar, para pensar um mundo ideal: coisa que não vemos nos animais, que permanecem sempre mergulhados nos fatos.
Os homens, ao contrario, contemplam os fatos e os revestem com uma aura sagrada que em nenhum lugar se apresenta como dado bruto, surgindo apenas de sua capacidade para conceber o ideal e de acrescentar algo real. Na verdade, o ideal e o sagrado são as mesmas coisa.
E chegou mesmo a afirmar que “existe algo de eterno na religião que está destinado a sobreviver a todos os símbolos particulares nos quais o pensamento religioso sucessivamente se envolveu. Não pode existir uma sociedade que não sinta a necessidade de manter e reafirmar, a intervalos, os sentimentos coletivos e idéias coletivas que constituem sua unidade e personalidade”.
A religião pode se transformar. Mas nunca desaparecerá.
Marx vê na religião a expressão maior da alienação, porque a religião fala do outro mundo e do céu como a situação reconciliada, da pura felicidade, sem conflitos e contradições. Para Marx importa descobrir este mundo, conflititivo, miserável e não celestial. Enquanto a religião ocupa a mente do proletariado com o discurso do outro mundo, o impede de descobrir este mundo e de lutar para transformá-lo e ai sim, poder falar-se eventualmente num céu. A religião apresenta uma teoria fantástica do mundo; importa construir a teoria real do mundo real. Daí o combate de Marx a religião. Marx procurou compreender a função concreta da religião: ela é, em primeiro lugar, expressão da miséria (“suspiro da criatura em agonia”). Em segundo lugar, a religião é também um protesto contra a miséria. 
Para Marx a critica da religião ajuda a desenvolver no proletário a consciência critica e faze-lo descobrir a realidade conflitiva sem ilusão e sem inversão de espiritualista, apresentados pela religião. Em lugar de interpretação religiosa da miséria deve ir a interpretação critica e cientifica. Este é o propósito de Marx.
Marx não se opõe, sem mais a religião, opões-se ao efeito social alienador que a religião pode propagar.
Diz que se deve salvaguardar a liberdade de consciência de cada um, mas ao mesmo tempo, lutar para que a religião não distorça a compreensão da miséria e não projete para o outro mundo a solução de problemas cuja solução deve ser encontrado aqui mediante a consciência critica a organização do proletariado e a luta revolucionaria (Revista de cultura vozes nº. 6, 1987, p. 694).

Segundo Freud, a religião nasce fundamentalmente de uma recusa, por parte da consciência, em aceitar a “realidade”. È um ato de rebelião pelo qual o principio do prazer nega a realidade instaurada o status de realidade, substituindo-a por um mundo imaginário que realmente represente os impulsos eróticos reprimidos pela civilização, mundo este que passa a funcionar, para a consciência, como realidade. Tal atitude da consciência – Freud denominou neurose – e as construções que dela emergem, são, segundo o pai da psicanálise, fundamentalmente disfuncionais frente à sociedade. Por isto, elas devem ser reprimidas ou pela força ou voluntariamente.
Feuerbach afirma: “A religião é o solene desvelar dos tesouros ocultos do homem, a revelação dos seus pensamentos mais íntimos, a confissão publica dos seus segredos de amor”.
E ele continua: “Como forem os pensamentos e as disposições do homem, exatamente isso e não mais será o valor do seu Deus. Consciência de Deus é autoconsciência, conhecimento de Deus é autoconhecimento”.
Assim, se a psicanálise dizia “conta-me teus sonhos e decifrarei o teu segredo”, Feuerbach acrescenta “conta-me acerca do teu Deus e eu te direi quem és”. Deus é a mais alta subjetividade do homem... Este é o mistério da religião: O homem projeta seu ser na objetividade e então se transforma  a si mesmo num objeto perante essa imagem, assim convertida em sujeito”.
É o homem quem fala, das profundezas do seu ser, numa linguagem que nem ele mesmo entende. A despeito disso, fala sempre a verdade, porque diz dos seus segredos de amor e anunciar o mundo que poderia fazê-lo feliz.
A religião é um sonho. Mas sonhos não nos encontramos nem vazio como pensava o empirismo, nem nos céus, como afirmavam os teólogos, “mas na terra, no reino da realidade. O que ocorre é que nos sonhos vemos as coisas reais no esplendor mágico da imaginação e do capricho, em vez da simples luz diurna da realidade e da necessidade”. 
O mundo sagrado não é uma realidade do lado de lá, mas a transformação daquilo que existe do lado da cá.
Leonardo Boff argumenta que a religiosidade pode ter valor de ação social e política potencializando ainda mais a força da mobilização libertária. É na religião que se articulam os grandes temas que movem à consciência e as buscas humanas radicais. A religião expressa uma experiência irredutível que transcende o homem.
A religião ensina aquilo que mais falta ao projeto da tecno-ciência que opera o desenvolvimento-crescimento de nossas sociedades: o respeito pela alteridade, o reconhecimento de que as coisas valem por si mesmas e não apenas porque nos são úteis, pois elas representam uma revelação do Criador e têm direito de continuar a existir, pois não fomos nós que lhe demos existência. Alimentar a solidariedade generacional.
Weber concentrou a sua atenção nas religiões ditas mundiais, aquelas que atraíram um grande número de crentes e que afetaram, em grande medida, o curso global da história. Teve em atenção à relação entre a religião e as mudanças sociais, acreditava que os movimentos inspirados na religião podiam produzir grandes transformações sociais, dando o exemplo do Protestantismo.




Para Weber, as concepções religiosas eram cruciais e originárias das sociedades humanas, pois o homem, como tal, sempre esteve à procura de sentido e de significado para a sua existência; não simplesmente de ajustamento emocional, mas de segurança cognitiva ao enfrentar problemas de sofrimento e morte (Ó Dea, 1969). Procura-se na religião signos de transcendência e de esperança. Assim, Weber estava preocupado em destacar a integração racional dos sistemas religiosos mundiais e não apenas o calvinista (objeto especial dos seus estudos), como resposta aos problemas básicos da condição humana: “contingência, impotência e escassez”. Weber mostra que as religiões, ao criar respostas a tais problemas – respostas que se tornam parte da cultura estabelecida e das estruturas institucionais de uma sociedade –, influem de maneira mais íntima nas atitudes práticas dos homens com relação às várias atividades da vida diária (Ó Dea, 1969). Com isto, Weber considerava que, ao problema humano do sentido e significação existencial, a religião, de maneira eficaz, oferecia uma resposta final. Por conseguinte, como já afirmamos, ela torna-se, pela forma institucional que assume um fator causal na determinação da ação. No caso específico do protestantismo, a sua força é vista como indispensável (mas não a única) para o surgimento do fenômeno da modernidade ocidental, com seus valores inerentes de individualismo, liberdade, democracia, progresso, entre outros. Portanto, segundo a teoria de Weber, religião é uma das fontes causadoras de mudanças sociais. Para ele, o processo de racionalização religiosa ou de “desencantamento do mundo” culminou no calvinismo do século XVII e em muitos outros movimentos, chamados por ele de “seitas”. Desse momento em diante, procurou-se assegurar a salvação (temporal e eterna) não por meio de ritos, ou por uma fuga mística do mundo ou por uma ascética transcendente, mas acreditando-se no mundo pelo trabalho, pela profissão, pela inserção (Fonte http://www.educomvida.com.br). Analistas como S. Huntington, cientistas como E. Wilson e pensadores como Hans Küng têm enfatizado ultimamente a importância política das religiões como formadoras da cosmovisão mais generalizada entre os povos, como fundamento da ética das culturas e como uma das forças maiores que mobilizam as pessoas até o ponto de entregarem suas vidas por suas convicções. As religiões conhecem hoje no mundo inteiro um grande rejuvenescimento. O cansaço da racionalidade e da funcionalidade do mundo moderno abriu espaço para a volta do místico, do religioso e do esotérico. Estes se movem nos parâmetros da razão sensível e simbólica e menos na racionalidade analítica. Dado o processo avassalador da globalização que tende a nivelar as diferenças culturais, as religiões se transformaram em lugares privilegiados de resistência. Quanto mais às culturas se sentem ameaçadas mais encontram na religião uma força de preservação dos símbolos e valores que lhes dão identidade. Essa pressão faz com que surja o fundamentalismo que não é uma doutrina, mas uma forma de interpretar a doutrina, como a única verdadeira, negando às outras verdades e por isso legitimidade. Esse fundamentalismo pode se transformar em terrorismo quando se passa a atacar e a eliminar os opositores. A motivação é política e sua sustentação ideológica é a religiosa[1]






[1] Rubem Alves – O que é religião? http://www.educomvida.com.br/entrevistas/leonardo-boff-a-religiao-deve-conscientizar-e-nao-amedrontar-ao- transformar-danos-ambientais-empecado/


sexta-feira, 6 de julho de 2012

  KARL MARX              SOBRE O SUICÍDIO

Sobre o suicídio


  KARL MARX

                                 Sobre o suicídio 

                                                                                      Ed. Boitempo

                    Pequena síntese do livro    e algumas perguntas para refletir                                                                                                                                  

A sociedade moderna escreve Marx citando Peuchet, que por sua vez cita Jean-Jacques Rousseau, é um deserto, habitado por bestas selvagens.
Cada indivíduo está isolado dos demais, é um entre milhões, numa espécie de solidão em massa. As pessoas agem entre si como estranhas, numa relação de hostilidade mútua. Nessa sociedade de luta e competição impiedosas, de guerra de todos contra todos, somente resta ao indivíduo é ser vítima ou carrasco. Eis, portanto, o contexto social que explica o desespero e o suicídio.
Segundo Marx sem uma transformação radical da estrutura social e econômica sem a qual a sociedade não pode ser suprimida.
A natureza desumana da sociedade capitalista fere os indivíduos das mais diversas origens sociais. O suicídio não é de modo algum, antinatural, pois diariamente somos suas testemunhas. O que é contra a natureza não acontece. Ao contrário, está na natureza de nossa sociedade gerar muitos suicídios, ao passo que os tártaros não se suicidam.
Não se pode pretender medir a sensibilidade dos homens usando-se uma única e mesma medida, não se pode concluir pela igualdade das sensações, tampouco pela igualdade dos caracteres e dos temperamentos; o mesmo acontecimento provoca um sentimento imperceptível em alguns e uma dor violenta em outros. A felicidade e a infelicidade tem tantas maneiras de ser e de se manifestar quantas são as diferenças entre indivíduos e os espíritos.
O que é contra a natureza não acontece. Ao contrário está na natureza de nossa sociedade gerar muitos suicídios. O que dizer da indignidade de um estigma lançado a pessoas que não estão mais aqui para advogar suas causas?
Se o suicídio culpa alguém, é antes de tudo as pessoas que ficam, nem sequer um indivíduo foi merecedor de que se permanecesse vivo por ele.



Algumas Perguntas pra Refletir

1. O que gera o suicídio nos nossos tempos atuais?


2. O que dizer da indignidade de um estigma lançado a pessoas que não estão mais aqui para advogar suas causas? Isto é, as pessoas que por algum motivo se suicidaram?


3. Será que  sociedade ainda hoje continua sendo  como disse Rousseau uma selva habitada por feras selvagens? 


quarta-feira, 13 de junho de 2012

A Sociologia...



A sociologia contribui para que possamos entender um pouco mais o lugar onde vivemos…O senso comum não deve ser rejeitado, entretanto, você pode ir além desse conhecimento comum, neste caso, sobre a sociedade. Todos nós somos sociólogos, de uma forma ou  de outra, pois estamos constantemente refletindo acerca de nossas experiências, analisando os nossos comportamentos e o comportamento dos outros.Avançar um pouco mais em relação a um conhecimento elaborado e investigativo vai nos trazer um entendimento mais claro sobre como funciona a sociedade, dentre outras coisas. Além do fato de que você terá maior autonomia para concordar ou discordar sobre as questões que você vive na sociedade e não será influenciado pelo bombardeio de informações parciais oferecidas pela mídia.  Essa é a  independência que queremos: A de pensar e refletir.

MISSÃO PATERNA


 MISSÃO PATERNA 
Padre Alírio José Pedrini
         Os filhos carentes de afeto – portadores desse vazio causado pela falta do amor afetivo dos pais – procurarão preenchê-lo de alguma fórmula. E quase sempre procuram preencher com aquilo que não satisfaz, que não plenifica. Muitos se tornam filhos revoltados, desobedientes. Outros comportam-se mal como que para se vingar do pai, por causa do amor não recebido. Outros procuram preencher as suas carências com bebidas, drogas, sexo irresponsável, marginalidade, bagunças constantes. O pai deve dar afeto aos filhos, não apenas quando são pequenos. De formas diferentes, por certo, mas o pai deve comunicar seu amor afetivo por toda a vida dos filhos. O alimento mais importante para os filhos, desde a concepção até a vida adulta, é o amor afetivo comunicado abundantemente.
Educar para a vida
            Costuma-se ouvir dizer que “os pais criam seus filhos, não para si, mas para o mundo”. Se “mundo”, aqui, significa sociedade organizada e solidária, concordo. Se “mundo” tem um sentido bíblico paulino, que compreende os erros, os vícios, os maus hábitos, toda sorte de falta de moral e de ética, então ninguém pode concordar. O pai, conhecedor da realidade do nosso tempo, cheio de contra valores, de falta de moral e de ética, cheio de pessoas de mau caráter, de corruptos e corruptores, de maus exemplos da grande maioria de nossos políticos, de violências de toda sorte, de desrespeito à vida humana; conhecedor dessa realidade repito, o pai deve dialogar com seus filhos sobre todas esses maus comportamentos, a fim de que os filhos saibam distinguir: o bem do mal, o correto de errado, o bom do mau, o justo do injusto, o verdadeiro do falso, a fim de que o próprio filho saiba fazer sempre, decididamente, escolhas acertadas, para seu próprio bem.

sábado, 9 de junho de 2012

Moral é determinação biológica, não filosófica'‏




Para aprofundar uma questão:

O assunto remete a clássica pergunta: "o ser humano nasce bom e a sociedade o corrompe?"
Já muito se debateu acerca do assunto, mas parece ainda não haver uma resposta satisfatória para todos, mesmo através das investigações científicas e análise de cunho filosófico. As definições e os métodos são sempre surpreendidos por outras constatações...
Reinaldo João de Oliveira
Blog: http://rjoliveira.blogspot.com




quarta-feira, 6 de junho de 2012


A PRESENÇA DOS VALORES NA FAMÍLIA
Padre Evaristo DeBiasi
            2. Ordem de Valores: Numa família, sociedade ou pátria onde não se cultiva a presença dos valore básicos da vida o caos com facilidade acontecerá a nível pessoal, afetivo e de sadia convivência humana entre as pessoas.Vivemos a era da tragédia existencial onde se prioriza o ter, o possuir, o gozar, a esperteza, o egoísmo e o individualismo em detrimento dos valores do ético, da moral, do ser, do existir, do viver, do coviver, da justiça e da substancial igualdade e direito de todos. Sem a presença dos verdadeiros valores o amor e a justiça com todos e entre todos não se tornam norma de comportamento humano.

            3. Sentido da vida. Perder a consciência do valor maior da vida humana é esvaziar o dinamismo maior de família em sua essência. Sem esta consciência o próprio amor vira comércio, uma troca de interesses e de compensações e não uma experiência de vida que gera vidas. O desconhecimento do sentido maior da vida humana gera a destruição das relações afetivas e humanas. Infelizmente vivemos num tempo em que se ensina a finalidade de tudo, menos da vida, do existir, do amor e do amarmo-nos. É muito não ensinar o porquê e o para que da existência humana, isto é: responder as perguntas de onde viemos, porque vivemos, para que vivemos e para onde vamos.            

            “Tal é a vontade de Deus que quis que tenhamos tudo por Maria. Se, portanto, temos alguma esperança, alguma graça, algum dom salutar, saibamos que isto nos vem por suas mãos” (São Bernardo).
            

Pesquisar este blog