MISSÃO PATERNA
Padre Alírio José Pedrini
Os filhos carentes de afeto – portadores desse vazio causado pela falta do amor afetivo dos pais – procurarão preenchê-lo de alguma fórmula. E quase sempre procuram preencher com aquilo que não satisfaz, que não plenifica. Muitos se tornam filhos revoltados, desobedientes. Outros comportam-se mal como que para se vingar do pai, por causa do amor não recebido. Outros procuram preencher as suas carências com bebidas, drogas, sexo irresponsável, marginalidade, bagunças constantes. O pai deve dar afeto aos filhos, não apenas quando são pequenos. De formas diferentes, por certo, mas o pai deve comunicar seu amor afetivo por toda a vida dos filhos. O alimento mais importante para os filhos, desde a concepção até a vida adulta, é o amor afetivo comunicado abundantemente.
Costuma-se ouvir dizer que “os pais criam seus filhos, não para si, mas para o mundo”. Se “mundo”, aqui, significa sociedade organizada e solidária, concordo. Se “mundo” tem um sentido bíblico paulino, que compreende os erros, os vícios, os maus hábitos, toda sorte de falta de moral e de ética, então ninguém pode concordar. O pai, conhecedor da realidade do nosso tempo, cheio de contra valores, de falta de moral e de ética, cheio de pessoas de mau caráter, de corruptos e corruptores, de maus exemplos da grande maioria de nossos políticos, de violências de toda sorte, de desrespeito à vida humana; conhecedor dessa realidade repito, o pai deve dialogar com seus filhos sobre todas esses maus comportamentos, a fim de que os filhos saibam distinguir: o bem do mal, o correto de errado, o bom do mau, o justo do injusto, o verdadeiro do falso, a fim de que o próprio filho saiba fazer sempre, decididamente, escolhas acertadas, para seu próprio bem.
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